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Samarco estima retomar as operações no segundo semestre deste ano

A mineradora já deu entrada em dois processos de licenciamento para voltar a funcionar. A companhia concluiu obras de contenção num complexo de barragens em Mariana, em Minas Gerais.

A Samarco confirmou nesta quinta-feira (23), durante visita de jornalistas ao complexo de barragens da empresa em Mariana, Minas Gerais, que internamente está se preparando para voltar a operar no segundo semestre deste ano. A mineradora afirmou que as obras de contenção das barragens já foram concluídas.
Para volta a operar, a Samarco já deu entrada em processos de licenciamento. Um para depositar rejeitos na cava de Alegria Sul, que pertence à Vale, e outro para liberação das licenças das estruturas remanescentes que foram suspensas após o desastre.
Com as obras concluídas, o complexo tem condições de reter 8 milhões de metros cúbicos de rejeitos, o dobro do que foi previsto pelo pior cenário trabalhado pela mineradora.
A empresa descartou, também, risco de vazamento de rejeitos para a bacia do Rio Doce. De acordo com o diretor de construção da Samarco, eles trabalham com risco próximo de 0. (Com informações da Rádio CBN Vitória (92,5 FM)
POSICIONAMENTO DA SAMARCO
Por meio de nota enviada nesta quinta-feira (23), a mineradora explica o processo para retorno das atividades.
“O retorno das operações da Samarco depende da obtenção de licenças ambientais junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). Em 2016, a empresa solicitou o licenciamento da Cava de Alegria Sul para a disposição de rejeitos.
A cava de Alegria Sul é uma alternativa temporária e permitirá a disposição de rejeitos em um futuro retorno das operações com 60% da capacidade produtiva (18 milhões de toneladas de pelotas por ano). Com esse ritmo de produção, a empresa consegue gerar fluxo de caixa necessário para manter empregos e contribuir para o desenvolvimento das economias dos Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, assim como do País.
Além de utilizar uma cavidade já existente no solo, a estrutura contará ainda com um dique de 10 metros de altura feito em solo compactado, resultando em uma capacidade total de armazenamento de 17 milhões de metros cúbicos de rejeito. Isso garantirá um horizonte de cerca de dois anos para as operações da Samarco.
As audiências públicas referentes ao processo de licenciamento ambiental da Cava de Alegria Sul foram realizadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) em dezembro do ano passado nas cidades de Ouro Preto e Mariana.
Paralelamente, a Samarco está intensificando estudos em busca de alternativas para médio e longo prazos. As opções em análise contemplam estruturas disponíveis e já ambientalmente impactadas na região do Complexo de Germano, além de novas tecnologias de tratamento do rejeito.
O licenciamento da cava de Alegria Sul para dispor rejeitos é uma das etapas do planejamento operacional da Samarco. A mineradora está concluindo os estudos ambientais para o Licenciamento Ambiental Corretivo (LOC) do Complexo de Germano, que irá integrar em uma única licença todas as estruturas existentes no Complexo de Germano. A LOC foi solicitada pela Semad para assegurar a viabilidade ambiental do empreendimento”.

 

De: 23/02/2017
Por: Fonte: GazetaOnline - http://goo.gl/PG4nCK